História
O Centro de Revitalização Âncora, instituição voltada ao cuidado e revitalização de sacerdotes e religiosos(as), é hoje uma realidade viva na Igreja, fruto de um chamado único de Deus e de uma missão específica. Essa obra nasceu de um processo dinâmico, construído gradativamente pela escuta atenta e pela aprendizagem diante de Deus.
Sua origem remonta a uma situação concreta: a dificuldade em oferecer a uma religiosa o atendimento adequado para o restabelecimento de sua saúde mental. Essa realidade gerou uma forte inquietação diante da necessidade urgente e da carência de opções disponíveis.
Essas perguntas clamavam por uma resposta. E foi justamente por meio dessa necessidade que Deus pareceu propor algo novo: um caminho de cuidado e acolhida que nasce do coração da Igreja para aqueles que nela doam a própria vida.
Num encontro com o Dr. Maurício Nasser Ehlke, médico psiquiatra que atendia algumas irmãs da congregação e já possuía experiência na área, a ideia começou a ganhar forma. Posteriormente com o Dr. Agostinho Busato, psicólogo do então IATES (Instituto de Aconselhamento e Sentido do Ser), que atuava na formação de religiosos, foi compartilhada essa inquietação. Para sua surpresa, Dr. Agostinho revelou que o próprio IATES, ainda no início deste milênio, já havia refletido sobre a questão, pois percebia a necessidade real; porém, devido às limitações da época, o projeto não havia sido concretizado. Decidiu-se então agendar uma reunião para discutir a proposta com outros profissionais da área.

Diante das dificuldades reais, o projeto foi confiado à tutela de São José — simbolicamente, foi colocada uma chave nas mãos da imagem do pai adotivo de Jesus — pedindo sua intercessão para que a vontade de Deus se realizasse. Por um mês, ninguém se pronunciou sobre o assunto. Em 13 de agosto de 2011, Pe. Wilton telefonou perguntando sobre o andamento do projeto. Ao receber uma resposta negativa, ele exortou que se
desse continuidade, pedindo que não desistissem
da ideia, assegurando que as dificuldades
seriam superadas.
O Primeiro Grupo
O primeiro grupo era composto por cinco pessoas: 2 sacerdotes, 1 religioso e 2 religiosas. As atividades tiveram início em 27 de maio de 2012. Com o tempo, o trabalho foi se estruturando e a procura aumentou significativamente, tornando-se necessário ampliar o espaço.
Em 2014, a congregação adquiriu uma nova casa, e o Centro Âncora passou a funcionar na sede atual, aumentando sua capacidade de atendimento de 12 para 18 pessoas.
Nos dias atuais
Hoje, o Centro Âncora conta com uma equipe transdisciplinar, com uma visão definida do modelo de intervenção e uma prática consolidada diante dos desafios enfrentados por religiosos, congregações, dioceses e pela própria Igreja. Entre 2012 e 2025, aumentamos nossa capacidade para 25 pessoas, sendo atendidas simultaneamente. Até os dias atuais atendemos cerca de 900 pessoas, incluindo sacerdotes, religiosos e religiosas.
O nome Âncora

O nome Âncora faz referência à analogia de um barco em nossas vidas. De tempos em tempos, é preciso fazer uma pausa para manutenção e, em seguida, retomar a navegação. O processo de revitalização é visto como um momento de “lançar âncora”: uma parada para reorganizar-se e, depois, seguir o percurso deixando-se conduzir por Deus.