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10/09/2025
Setembro Amarelo: A importância de quebrar o silêncio sobre o suicídio
O Setembro Amarelo é um momento dedicado à conscientização sobre a prevenção do suicídio, um tema que ainda carrega muitos tabus, especialmente no contexto da vida consagrada.
No entanto, falar sobre sofrimento emocional e buscar acolhimento não é apenas necessário, é um ato de coragem e amor à vida. Além disso, é uma oportunidade de construir comunidades mais saudáveis e fortalecidas na fé.
Infelizmente, o silêncio em torno do suicídio muitas vezes aumenta a dor de quem sofre. Por isso, iniciativas de conscientização, como o Setembro Amarelo, são fundamentais para oferecer esperança e caminhos de cuidado.
Este texto busca refletir sobre a importância de quebrar o silêncio e apresentar como o Congresso Âncora, realizado em maio de 2025, contribuiu para esse propósito.
A missão da Igreja na prevenção do suicídio
Nos dias 2 e 3 de maio de 2025, o Centro Âncora promoveu a oitava edição do Congresso Âncora, na FAE Business School, em Curitiba. O evento reuniu aproximadamente 120 participantes de várias regiões do Brasil e do exterior.
Com o tema “Acolher e Cuidar: a missão da Igreja na prevenção do suicídio”, o congresso reuniu líderes religiosos, psicólogos, especialistas em saúde mental e participantes comprometidos com a vida e o cuidado integral.
Cada dia do congresso começou com a celebração da Santa Missa, reforçando a importância de integrar espiritualidade e cuidado emocional. A abertura contou com a fala da Irmã Adenise Somer, que destacou a necessidade de criar um novo modelo de acolhimento, especialmente na vida consagrada:
“O Congresso é uma forma de ampliar a nossa missão na formação humana da vida religiosa.”
Além disso, o Pe. Ildefonso, coordenador da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) no Paraná, compartilhou o testemunho real de um sacerdote que enfrentou grave depressão.
Como resultado do acompanhamento adequado, da fé e do apoio da comunidade, ele conseguiu reconstruir sua vocação e resgatar a esperança em sua vida. Esse exemplo reforça a mensagem central do congresso: prevenir o suicídio é também resgatar o sentido da vida.
Temas abordados no Congresso Âncora
Durante os dois dias de evento, os participantes tiveram a oportunidade de aprofundar a compreensão sobre diversos aspectos da vida emocional e espiritual, essenciais para a prevenção do suicídio. Entre os principais temas discutidos, destacam-se:
- Pe. Lício Vale – “O sentido da vida não pode ser dado, precisa ser encontrado”: apresentou estratégias para identificar sinais de risco e acolher pessoas em sofrimento.
- Carlos Grzybowski – “Quando a dor se torna insuportável”: falou sobre os impactos da dor emocional e formas de apoio.
- Irmã Silvia Maia – “Acolher as próprias sombras, nutrir a vida e resgatar a mística”: abordou como o autoconhecimento e a espiritualidade fortalecem a vida.
- Dr. Cloves Antonio Amorim – “Culpa e luto”: tratou de sentimentos que muitas vezes são ignorados, mas que impactam a saúde mental.
- Dr. Maurício Nasser Ehlke – “A ciência como luz em meio à escuridão”: mostrou a importância da abordagem científica aliada à espiritualidade.
- Frei Sidney Damásio – “Vida fraterna como prevenção ao suicídio”: ressaltou o papel das relações comunitárias na vida consagrada.
- Judith Dipp – “Reencontrando o sentido e promovendo a prevenção do suicídio na vida religiosa”: destacou caminhos de esperança e ressignificação da dor.
- Ziza Fernandes – “A maturidade humana que vence o medo de viver”: reforçou a importância do crescimento emocional e espiritual para superar crises.
Essas palestras mostraram que a prevenção do suicídio exige atenção integral: emocional, comunitária e espiritual. Além disso, reforçam que o cuidado com a vida deve ser um compromisso constante, tanto individual quanto coletivo.
Setembro Amarelo: Quebrando o silêncio – acolher, ouvir e cuidar
O silêncio sobre o suicídio ainda é uma barreira para muitas pessoas, especialmente em ambientes religiosos, onde o sofrimento emocional às vezes é interpretado como fraqueza ou falta de fé. No entanto, falar sobre sentimentos, buscar ajuda e oferecer escuta ativa é essencial.
Como resultado, comunidades que promovem diálogo, apoio mútuo e acompanhamento profissional conseguem reduzir o risco de crises e fortalecer a vida.
Além disso, reconhecer sinais de sofrimento – como isolamento, desânimo prolongado, culpa intensa ou perda de sentido – permite que a intervenção aconteça antes que a situação se agrave.
O Setembro Amarelo nos lembra que ninguém precisa enfrentar a dor sozinho. Por isso, sacerdotes, religiosos(as) e comunidades podem desempenhar um papel transformador, promovendo acolhimento, escuta e acompanhamento.
Dessa forma, é possível oferecer esperança e resgatar o sentido da vida, mesmo diante de momentos difíceis.
Como o Centro Âncora apoia a prevenção do suicídio não apenas no Setembro Amarelo
O Centro Âncora atua como referência no cuidado integral de sacerdotes, religiosos(as) e comunidades. Além do congresso, oferece orientação multidisciplinar, acompanhamento psicológico e espiritual, sempre com foco na valorização da vida e na promoção da saúde emocional.
Portanto, participar de iniciativas como o Setembro Amarelo e se engajar em comunidades acolhedoras não é apenas um ato de conscientização, mas um compromisso com a vida.
Juntos, é possível construir ambientes de cuidado, fraternidade e esperança.
Enfim…
Que este Setembro Amarelo nos inspire a quebrar o silêncio, acolher quem sofre e agir com empatia e responsabilidade. Além disso, que nos lembre que a vida, mesmo nos momentos mais difíceis, merece ser protegida, cuidada e valorizada.
O Centro Âncora segue disponível para orientação, acompanhamento e formação, oferecendo caminhos concretos para prevenir o suicídio e resgatar o sentido da vida.
Acolha. Cuide. Escute. A vida é sempre preciosa. Sofrendo ou com pensamentos suicidas? Fale com o Centro Âncora e receba apoio.
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